Memórias da Infância

Tenho vivido mais próxima da infância em meu dia-a-dia de trabalho e isso tem se manifestado como um grande presente em minha jornada. E os estudos na área da educação, me desafiaram a escrever sobre memórias da infância, então decidi compartilhar com você, um pouco do que a menina Adri viveu em sua meninice.

Minha infância foi um tempo de descobertas, brincadeiras e peraltices. Lá aprendi que tomar banho de rio e de mar faz a energia renovar. Lá aprendi que cheiro de mato faz conectar com a verdadeira Natureza do que somos em essência. Lá aprendi que morar perto dos primos, nos faz brincar mais e com mais frequência. Lá aprendi que o medo é um bicho feio e grande, mas que segurar forte na mão da mamãe faz ele passar num piscar de olhos. Lá aprendi que se pode ser muito diferente, mesmo que os outros não entendam essas doidices, de ser diferente!

Lá aprendi sobre o carinho da vovó. Lá aprendi que estudar é essencial para formar um ser melhor. Lá aprendi que às vezes a expressão são lágrimas e está tudo bem e também faz parte!

Lá aprendi sobre a adulta que sou hoje. Sobre a origem que me compôs, filha da dona de casa e do metalúrgico, que fizeram o seu melhor, sempre. Na infância alicercei direções e caminhos, vivi memórias que carrego comigo até hoje. Lá descobri que escrever é uma paixão, lá, os primeiros ensaios. Lá descobri que um banho de mar, cura muita coisa...

Lá descobri que os monstros interiores e emocionais, perseguem a gente a vida inteira. Lá experimentei que caçar vagalumes é mais que divertido, é sublime. É aquela lanterna que José Pacheco, nobre referência como educador, fala para acendermos na escuridão. Lá na infância aos 4 anos ganhei um irmão que despertou novamente minha vontade de mamar mamadeira, borá juntos mano, na parceria da mamadeira... (Risos).

Lá também me perdi dos meus pais, por maldade de minha prima, mas logo reencontrei eles, o princípio....onde tudo começou. Gratidão pai e gratidão mãe. Um aninho de idade e vó Libera partiu para ficar com os anjinhos. Queria tanto ter conhecido ela. Dores de garganta e ouvido me visitaram no meu tempo de criança e tantas risadas e brincadeiras aconteciam quando nos encontrávamos na casa da Vó Diva, para o café da tarde com marmelada.

Carrinho de lomba, colecionar caramujos, caçar vagalumes, brincar de casinha, pega-pega, esconde-esconde, vender laranjas do vizinho, jogar sapata, pular corda, subir na figueira, comer caqui no pé, ir no campo, na praia...quantas deliciosas lembranças, que me fazem a mulher que sou hoje.

Minha infância o lugar que me trouxe um pouco do que fui, do que sou e do que me torno a cada segundo. Saudações a criança que habita em mim, numa infância que deixei logo ali, na casinha que brinquei e que hoje se torna vida. Vida que se traduz no presente que aqui sou GRATA.

Minha infância?! Um pouco disso tudo, numa conexão chamada Terra (Gaia), numa conexão chamada existência! Eu menina Adri, em prosa e em versos, em uma infância tão ali, que ainda habita aqui...

Aqui dentro da ALMA!!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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